Holanda entregará à Ucrânia navio antiminas “Henichesk” em junho

Navio anti-minas Makkum. Foto: Gabinete do Presidente da Ucrânia
Navio anti-minas Makkum. Foto: Gabinete do Presidente da Ucrânia

Os Países Baixos vão transferir à Ucrânia, já em junho de 2026, o navio de contramedidas contra minas Zr. Ms. Makkum, que passará a se chamar “Henichesk”.

O anúncio foi feito pelo presidente Volodymyr Zelenskyy em 16 de abril, durante visita a Vlissingen, na Holanda, onde ele acompanhou o treinamento de militares ucranianos a bordo da embarcação.

Segundo o gabinete presidencial ucraniano, a tripulação está sendo preparada integralmente pelos holandeses e já opera diferentes tipos de drones subaquáticos usados para detectar, identificar e neutralizar minas marítimas. Ainda de acordo com a presidência, uma parte significativa dos marinheiros ucranianos envolvidos no programa tem experiência real de combate, inclusive no mar.

O nome “Henichesk” foi escolhido em homenagem a uma embarcação ucraniana perdida em junho de 2022 durante uma missão de combate nas proximidades do Kinburn Spit. A futura incorporação do ex-Makkum amplia a força de guerra de minas que a Ucrânia vem montando com apoio ocidental. Em nota publicada em abril, Zelenskyy afirmou que este será o quinto navio desse esforço conjunto, após as entregas anteriores de unidades batizadas como Cherkasy, Chernihiv, Mariupol e Melitopol.

A entrega do novo navio também dá continuidade ao processo iniciado em 2025, quando Bélgica e Holanda formalizaram a transferência dos caçadores de minas BNS Narcis e Zr.Ms. Vlaardingen para a Marinha da Ucrânia. Na ocasião, o Vlaardingen recebeu o nome Melitopol, enquanto o Makkum ainda era citado pelas autoridades holandesas como a próxima unidade a ser repassada, então prevista para o fim de 2025.

Navio anti-minas Makkum. Foto: Gabinete do Presidente da Ucrânia
Navio anti-minas Makkum. Foto: Gabinete do Presidente da Ucrânia

O treinamento da tripulação ucraniana com navios dessa classe já vinha sendo estruturado pelos Países Baixos desde 2024. Em dezembro daquele ano, o Ministério da Defesa holandês informou que 35 ucranianos haviam concluído formação a bordo do Makkum, com apoio de instrutores e intérpretes de países da OTAN, enquanto equipes técnicas também recebiam capacitação na Bélgica.

O Makkum pertence à classe Alkmaar, versão holandesa da família Tripartite, desenvolvida em cooperação por Bélgica, França e Holanda a partir do projeto francês Circé. Ao todo, 35 navios foram construídos para as três marinhas entre as décadas de 1980 e 1990. Nesse arranjo industrial, a França ficou responsável pelos sistemas de contramedidas de minas e eletrônicos, a Holanda pelos sistemas de propulsão e a Bélgica pelos sistemas de geração de energia.

Nas unidades holandesas, o deslocamento padrão da classe evoluiu de cerca de 520 toneladas para 571 toneladas e depois para 630 toneladas. Os canhões de 20 mm originalmente previstos foram retirados, restando três metralhadoras de 12,7 mm para autodefesa. Segundo dados divulgados em 2024, cada embarcação opera com quatro oficiais, 15 suboficiais e 17 militares.

Com a futura incorporação do “Henichesk”, Kiev reforça uma capacidade considerada estratégica para o pós-guerra e para a segurança das rotas marítimas no Mar Negro, em especial diante da presença de minas que continuam afetando a navegação e a infraestrutura portuária da Ucrânia.

Fonte e imagens: Militarnyi | Gabinete do Presidente da Ucrânia. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

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